28 de abril de 2015

Raposo e Vieira


Comunhão de Manuel Raposo (mané urbano)




Comunhão de Laudalina Vieira

Manuel Raposo (mané urbano) e sua sobrinha Teresa Soares
1976


Manuel e sua esposa Laudalina Vieira
Poço da Saudade, na antiga casa do senhor Laudalino Pacheco da Maia, 
o único fotografo do norte.


Foto cedidas por:
Laudalina Vieira e seu marido

23 de abril de 2015

"txo" vaca

José da Teresa, Tio Manuel Bravo e Laudalino da Ponte
Entrada da rua Amâncio Machado Faria e Maia


Foto cedida por:
Lurdes Teixeira 

17 de abril de 2015

Visita de Francisco Craveiro Lopes

Francisco Higino Craveiro Lopes foi um político e militar português, tendo sido o décimo segundo presidente da República Portuguesa, entre 1951 e 1958.
Visitou Porto Formoso em Julho de 1957 a fábrica de chá do senhor Amâncio Machado Faria e Maia.
Tia Branca (senhora descalça), António Raposo, Manuel Jesuína (trabalhador nos escritórios do senhor Amâncio), 
José Pastor (regedor da freguesia do Porto Formoso), Leonor Pastor, Dinis Brapo, Leonor (Jaquetina), 
Maria José (Jaquetinha), Fátima Mendonça, José Mendonça, Lurdes Teixeira (Casinha), José Teixeira (Casinha),
 Maria Inês Teixeira (Casinha) e Arminda Mendonça.
Foto cedida por:
Lurdes Teixeira

30 de março de 2015

Reunião de Família


Ano de 1976
Tia Maria Santa, Maria do Espírito Santo, Fátima Gonçalves, João Manuel Araújo,
Marina Silva,  Manuel Araújo e Maria do Rosário



Foto: Iola Tavares

29 de março de 2015

Família Amaral


Ano de 1966
José Amaral (proprietário da Casa de Pasto "O Amaral"), irmã Maria, irmão Gilberto e seus pais  


Foto: Mário Amaral

26 de março de 2015

Xailes de promessa


Durante o dia de hoje um dos maiores grupos de romeiros saíram à rua, o grupo de romeiros da Vila de Rabo de Peixe.
É de uma grandeza a fé deles estampada nos rostos deles que até contagia os que ao redor deles se agrupam ao ser hipnotizados pelos seus cânticos. Uma mistura de gerações tudo para o mesmo fim.
Nos dias de hoje os nossos irmãos romeiros da nossa freguesia, são uma mistura de gerações e de outras freguesias, mas sempre com a intenção de passar o seus testemunho para os mais novos. Antigamente o nosso grupo era um rancho enorme, com famílias inteiras nele inserido e com tradições que hoje já estão esquecidas.


09 de março de 1967
Romeiros do Porto Formoso, escadaria da Igreja de São José, Ponta Delgada

Alguns que consegui identificar: 
Carlos Rebelo, João Rodrigues "Bloto", tio Júlio, Manuel Luís (mestre dos romeiros) ao seu lado José Ferreira atrás Mário da Teresa, João Felício, António Botelho ao lado do senhor José está o Manuel "Baldão". Ao pe da porta lado direito Manuel Carreiro, José "Casolita", Manuel Bravo o Artur Luís, João Luís. E o senhor António Botelho, pai do João Viana e Manuel Janeiro 

Foto cedida por:
José Paiva Luís 

No tempo da fatia de massa

Ramalho - 1992
Bruno Teixeira, Paulo Alexandre Rebelo, Ângela Braga, Patrícia Silva, Rúben Adriano, Alexandra Furtado 

23 de março de 2015

Está quase ...

Rua Francisco Machado Faria e Maia - 1976
Fátima Gonçalves, Eduarda Feleja, Fátima Melo, Cláudia Moniz, Eduardo Branco, Margarida(filha do tio Maurício da Ribeira Seca), Espírito Santo "Casinha", Estrela Moniz "Estrela Flor", Laudalino "malíno" 

Foto de Fátima Gonçalves 

13 de março de 2015

Onde andas bola???


Atrás do antigo salão, ano de 1975



Em cima da esquerda para a dirieta: José Vítor, Carlos Anzol, Francisco da Glória, 3 reforços do Benfica Águia,
 José Raposo, Manuel Segunda. Em baixo: José Braga, Eugénio, João Viana, José Casinha, António Monte.





Da esquerda para a direita, em cima: José Raposo, José Domingos, José Eduardo Cabral, Emanuel Feleja, António Branco,
 Manuel Torres, José Vítor, Carlos Anzol, Luís Faria, Ted Smith. Em baixo: Manuel Rodrigues, Luís Furtado, João Maria,
 João Luís, José Pereira, Manuel Segunda, Manuel Braga. 




Em cima, da esquerda para a direita: Manuel Felício, Botelho, Cabral, David, Luís Vieira, António Branco, José Domingos,
 Manuel Segunda, Manuel Moniz, Luís Faria, José Raposo. Em baixo: Emanuel Feleja, Manuel Braga, Carlos Anzol,
José Vítor, João Maria, José Eduardo Cabral, Chalana, José Pereira, Manuel Torres.




A última equipa do Porto Formoso. Equipa com alguns "estrangeiros" e que chegou às meias finais da INATEL 


 Fonte:
A Casa da Mosca e Adelina Rebelo

10 de março de 2015

Festejos de Inverno

Manuel "Jesuína", João Rebelo, Maria Luísa, Hermano Rebelo, António Rebelo,
Etelvina Pacheco, Dionísio Rebelo, Manuel Rebelo e José Rebelo 

3 de março de 2015

Missão e Valores

A Missão do Escutismo consiste em contribuir para a educação dos jovens, partindo dum sistema de valores enunciado na Lei e na Promessa escutistas, ajudando a construir um mundo melhor, onde as pessoas se sintam plenamente realizadas como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade.
Não é isto que falta na nossa freguesia?
Uma juventude mais unida em prol do bem da nossa comunidade.
Até quando???







Fotos fornecidas por Dionísio Rebelo

24 de fevereiro de 2015

Avé Maria

Um dos livros que menciona esta realidade é o livro “A VILA” volume IV de Urbano Mendonça Dias, editado em 1919, em que num dos seus capítulos fala dos Romeiros da Quaresma, o qual passo a citar:

“É de longa data entre os povos Micaelenses percorrerem em Ranchos, numa semana inteira os Templos, onde haja em veneração a Imagem da Virgem, dirigindo-Lhes súplicas, ou agradecendo-lhes favores."

A constituição orgânica de uma Romaria obedece a preceitos estabelecidos de longo tempo, a usos e costume tornados leis, que todos respeitam, todos acatam numa simplicidade e obediência verdadeiramente Cristã.

É durante a época Quaresmal que tem lugar esta piedosa prática através da Ilha de São Miguel; não conheço tal uso em nenhuma das outras Ilhas; o correr da costa, como dizem, é particular á Ilha de São Miguel. E homens, mulheres e crianças, todos acorrem a esta devoção piedosa, percorrendo durante sete compridos dias, debaixo de um rigor de Congregacionistas, todos os Templos onde haja uma invocação à Virgem, para lhe deporem as suas orações, e oferecerem os seus sacrifícios, que não são realmente poucos em obediência, em canseiras, em desconfortos, ao sol, à chuva, ao vento, numa semana inteira, através de maus caminhos.

Onde se possa entroncar a origem das Romarias, não o podemos de uma maneira categórica afirmar, mas no dizer do povo, e o povo em seus ditos sempre tem razão, semelhante religiosidade vem do tempo do grande “castigo” em Vila Franca, da subversão de 22 de Outubro de 1522. (…)

Seria esta devoção a origem das Romarias Quaresmais que o povo do campo hoje faz à Virgem?

O povo diz que sim, mas não dá outra razão que não seja a da penitência.

Para o assunto, transcrevo a parte da visita Pastoral que o Dr. António Borges Delrio, Vigário geral das Paróquias do norte nesta Ilha de São Miguel fez à Igreja do Espírito Santo do lugar da Maia, em 14 de Outubro de 1705. (…)

O Mestre é a primeira de todas as figuras do Rancho, é ele quem preside ao auto processional, ele quem dirige as orações, ele quem oferece, quem suplica a Deus e à Virgem as inúmeras preces de que vem incumbido. Ao Mestre deve-se obediência, todas lhe beijam a mão, de manhã e à noite, é ele quem dá o sinal de descanso e a ordem para de novo se começarem as preces. O seu lugar é no fim do Rancho, a meio das alas que os Romeiros formam pela estrada fora. É o primeiro que ajoelha, é o último que à noite se recolhe a descansar, é o primeiro que na madrugada seguinte se apresenta para a nova caminhada. È quem pede ao anoitecer, na freguesia ou Vila onde chega, pousada para os Romeiros, é o que agradece os favores recebidos, é o responsável por qualquer anormalidade que se dê entre os Romeiros, e, por ser o primeiro entre todos, é o ultimo a receber favores, é o ultimo em regalias. E hierarquicamente abaixo do Mestre há o Procurador das Almas que tem seu lugar a meio do Rancho, porque é ele que pela estrada fora dirige as preces e pede a aplicação delas, é quem recebe durante o trajecto os pedidos de diferentes pessoas, para orações aplicadas a intenções diversas; daqui lhe vem o nome de Procurador, e das Almas lhe chamam porque de nome próprio, de quando em quando, manda por elas rezar rodo o Rancho:

- Pelas Almas do Purgatório, Padre Nosso, Avé Maria e todo o crente que pede ao Procurador alguma oração, fica por esse obrigado a rezar tantas dessas orações, quantos os Romeiros que vão no Rancho, que cada um deles reza a oração pedida.

- Quem é o Procurador?
Perguntam essas criaturas, cheias de fé, dos lugares por onde vai passando a Romaria. E um qualquer do Rancho o aponta; em geral é um velho já corcovado ao peso dos anos. E elas vão então segredar-lhe, pedindo uma oração pela alma do ente querido, ou pela boa nova de um despacho que espera.
- E quantos sois?
 Perguntam então já de modo que todos ouçam. Deus Vos guie na Vossa Romaria.

A terceira e última figura do Rancho é: O Guia que vai à frente de toda a Romaria, porque e o prático dos caminhos, das veredas, das ribanceiras por onde todo o Rancho tem de passar, para ir pelos mais curtos atalhos até todas as Ermidas e Igrejas espalhadas por toda esta Ilha de São Miguel, onde haja uma invocação à Virgem Maria. É um velho, em geral batido em longos anos naquela caminhada.
Nenhuma destas figuras usam porém distintivo que a diferencie dos outros, que o trajo é igual, e cifra-se apenas num lenço de cor atado à cabeça, xaile a tiracolo, e sovadeira às costas, presa por uns cordéis aos ombros, cajado numa mão, Rosário dependurado na outra.
A comida, que pouco mais varia do que pão e queijo, levam-na os Romeiros na sovadeira, e dá até meia jornada, que aí lhe vão as famílias ao encontro e lhes reformam a comida para o resto da viagem.



O Traje Romeiro e a sua Simbologia

O Romeiro ostenta o bordão, xaile, lenço e saco ao ombro. Leva ainda dois terços, um ao pescoço e outro na mão para a oração durante o decurso de toda a romaria.
O bordão serve para apoiar e facilitar o caminhar do peregrino pelas veredas e atalhos acidentados da ilha, o xaile e lenço por sua vez, para protegê-lo do frio e da intempérie.
Embora o traje tenha originado das necessidades puramente físicas do romeiro em peregrinação, este transformou-se com o decorrer do tempo em simbolismos místico-religiosos: O bordão relembra o ceptro entregue a Cristo pelos romanos no seu julgamento ante Pilatos, o xaile a Sua Túnica, o lenço a coroa de espinhos do Seu suplício e o saco a Cruz a caminho do Calvário.


Romeiros do ano 1963



16 de fevereiro de 2015

É Carnaval

E chegou o dia em que muitas das pessoas se fantasiam e entrem noutro mundo. Mas ainda sou do mundo em que o Carnaval saia dos "circos". Famílias inteiras se reuniam à frente da oficina do Mestre Dionísio Coelho, juntamente com as carrinhas improvisadas com alguns temas da actualidade, grupos de tocadores a tocar sem parar quase sem fôlego, mas a alegria e a reunião de família ali presente era o mais importante. 
Desciam os "circos" e percorriam o porto Formoso inteiro, sempre com alegria. Também sou do tempo em que a dona Nazaré faziam com que a escola inteira sai-se e percorre-se os cantos todos do porto sempre em passo de dança. Cada turma tinha o seu tema e a sua dança e a sua canção. 
Ainda esta semana esperei para ver as turmas da escola para sentir essa alegria que outrora vivia e sentia a percorrer o porto para verem a nossa performance. 
Qual foi o meu espanto?? Nem passaram pela minha rua!! Deram a volta ao jardim e depois até á canada da gentes. O que é isso?? As crianças ficam cansadinhas? Oh meu Deus. 
É por isso e por outras coisas que o Carnaval e outros momentos de pura alegria que se vivia estão apenas a ser vividas como lembranças.
Deixo aqui uma pesquisa de fotos que fiz, no qual estou muito agradecida ao senhor Dionísio Rebelo por me ter partilhado algumas fotos e as histórias com um especial brilho nos olhos.
  
Foto de 1960
Foto cedida por Sérgio Monte

Começo da saída das carrinhas dos "circos"


As "bandas sonoras" improvisadas com as próprias gentes do Porto Formoso

Paulo Alexandre, filho de Dionísio Coelho

Tema: O Amor
As crianças eram os cupidos

Passagem da Ribeira Grande a cidade
Manuel Paulos e Manuel Vegas

A "mulher", filho do Gilberto Claro

Paulo Alexandre, José Maria 



Desfiles das escolas
Tânia Faria e Ângela Braga

2 de fevereiro de 2015

Alva Pomba

As festas em louvor do Divino Espírito Santo são vividas com intensidade em todo o arquipélago dos Açores, ainda que as celebrações apresentem diferenças de ilha para ilha e até mesmo entre freguesias.É a festa mais comum dos Açores, embora com características diferentes. As festas do Divino Espírito Santo iniciam-se após a Páscoa e prolongam-se até ao oitavo domingo seguinte, o da Trindade, apesar de já ser comum alargarem-se até ao verão, devido ao regresso dos emigrantes à terra natal.

O domingo de Pentecostes, celebrado hoje, e o sétimo após a Páscoa, é o momento mais alto das comemorações, que, neste dia, se repetem por todas as ilhas. O impacto das festas do Espírito Santo é de tal que a segunda-feira a seguir ao domingo de Pentecostes é feriado regional e o Dia da Região Autónoma dos Açores.
As comemorações são muito diferentes entre as ilhas, assinalando-se também na diáspora, mas todas têm em comum “a oração (normalmente o terço), a missa da coroação e a distribuição de esmolas aos pobres.
O culto pelo Espírito Santo foi trazido para os Açores pelos primeiros povoadores e perdeu expressão no continente português durante o liberalismo, porque as irmandades do Espírito Santo “tinham algum dinheiro”.
Nos Açores como não tinham muito dinheiro, muitas das irmandades tinham ‘triatros’ [onde se monta o altar] armados de madeira.
O Espírito Santo é simbolizado por coroas, cetros e bandeiras, todos eles com pombas representadas.
O símbolo que é usado no Espírito Santo é o símbolo do batismo de Jesus. Quando ele é batizado, ouve-se uma voz que diz ‘este é o meu filho muito amado’ e toda a gente vê uma figura em forma de pomba, que é tida como símbolo do Espírito Santo.
As festas incluem uma missa, em que as pessoas são coroadas.

1967
Foto fornecida por José de Paiva Luís