10 de março de 2015

Festejos de Inverno

Manuel "Jesuína", João Rebelo, Maria Luísa, Hermano Rebelo, António Rebelo,
Etelvina Pacheco, Dionísio Rebelo, Manuel Rebelo e José Rebelo 

3 de março de 2015

Missão e Valores

A Missão do Escutismo consiste em contribuir para a educação dos jovens, partindo dum sistema de valores enunciado na Lei e na Promessa escutistas, ajudando a construir um mundo melhor, onde as pessoas se sintam plenamente realizadas como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade.
Não é isto que falta na nossa freguesia?
Uma juventude mais unida em prol do bem da nossa comunidade.
Até quando???







Fotos fornecidas por Dionísio Rebelo

24 de fevereiro de 2015

Avé Maria

Um dos livros que menciona esta realidade é o livro “A VILA” volume IV de Urbano Mendonça Dias, editado em 1919, em que num dos seus capítulos fala dos Romeiros da Quaresma, o qual passo a citar:

“É de longa data entre os povos Micaelenses percorrerem em Ranchos, numa semana inteira os Templos, onde haja em veneração a Imagem da Virgem, dirigindo-Lhes súplicas, ou agradecendo-lhes favores."

A constituição orgânica de uma Romaria obedece a preceitos estabelecidos de longo tempo, a usos e costume tornados leis, que todos respeitam, todos acatam numa simplicidade e obediência verdadeiramente Cristã.

É durante a época Quaresmal que tem lugar esta piedosa prática através da Ilha de São Miguel; não conheço tal uso em nenhuma das outras Ilhas; o correr da costa, como dizem, é particular á Ilha de São Miguel. E homens, mulheres e crianças, todos acorrem a esta devoção piedosa, percorrendo durante sete compridos dias, debaixo de um rigor de Congregacionistas, todos os Templos onde haja uma invocação à Virgem, para lhe deporem as suas orações, e oferecerem os seus sacrifícios, que não são realmente poucos em obediência, em canseiras, em desconfortos, ao sol, à chuva, ao vento, numa semana inteira, através de maus caminhos.

Onde se possa entroncar a origem das Romarias, não o podemos de uma maneira categórica afirmar, mas no dizer do povo, e o povo em seus ditos sempre tem razão, semelhante religiosidade vem do tempo do grande “castigo” em Vila Franca, da subversão de 22 de Outubro de 1522. (…)

Seria esta devoção a origem das Romarias Quaresmais que o povo do campo hoje faz à Virgem?

O povo diz que sim, mas não dá outra razão que não seja a da penitência.

Para o assunto, transcrevo a parte da visita Pastoral que o Dr. António Borges Delrio, Vigário geral das Paróquias do norte nesta Ilha de São Miguel fez à Igreja do Espírito Santo do lugar da Maia, em 14 de Outubro de 1705. (…)

O Mestre é a primeira de todas as figuras do Rancho, é ele quem preside ao auto processional, ele quem dirige as orações, ele quem oferece, quem suplica a Deus e à Virgem as inúmeras preces de que vem incumbido. Ao Mestre deve-se obediência, todas lhe beijam a mão, de manhã e à noite, é ele quem dá o sinal de descanso e a ordem para de novo se começarem as preces. O seu lugar é no fim do Rancho, a meio das alas que os Romeiros formam pela estrada fora. É o primeiro que ajoelha, é o último que à noite se recolhe a descansar, é o primeiro que na madrugada seguinte se apresenta para a nova caminhada. È quem pede ao anoitecer, na freguesia ou Vila onde chega, pousada para os Romeiros, é o que agradece os favores recebidos, é o responsável por qualquer anormalidade que se dê entre os Romeiros, e, por ser o primeiro entre todos, é o ultimo a receber favores, é o ultimo em regalias. E hierarquicamente abaixo do Mestre há o Procurador das Almas que tem seu lugar a meio do Rancho, porque é ele que pela estrada fora dirige as preces e pede a aplicação delas, é quem recebe durante o trajecto os pedidos de diferentes pessoas, para orações aplicadas a intenções diversas; daqui lhe vem o nome de Procurador, e das Almas lhe chamam porque de nome próprio, de quando em quando, manda por elas rezar rodo o Rancho:

- Pelas Almas do Purgatório, Padre Nosso, Avé Maria e todo o crente que pede ao Procurador alguma oração, fica por esse obrigado a rezar tantas dessas orações, quantos os Romeiros que vão no Rancho, que cada um deles reza a oração pedida.

- Quem é o Procurador?
Perguntam essas criaturas, cheias de fé, dos lugares por onde vai passando a Romaria. E um qualquer do Rancho o aponta; em geral é um velho já corcovado ao peso dos anos. E elas vão então segredar-lhe, pedindo uma oração pela alma do ente querido, ou pela boa nova de um despacho que espera.
- E quantos sois?
 Perguntam então já de modo que todos ouçam. Deus Vos guie na Vossa Romaria.

A terceira e última figura do Rancho é: O Guia que vai à frente de toda a Romaria, porque e o prático dos caminhos, das veredas, das ribanceiras por onde todo o Rancho tem de passar, para ir pelos mais curtos atalhos até todas as Ermidas e Igrejas espalhadas por toda esta Ilha de São Miguel, onde haja uma invocação à Virgem Maria. É um velho, em geral batido em longos anos naquela caminhada.
Nenhuma destas figuras usam porém distintivo que a diferencie dos outros, que o trajo é igual, e cifra-se apenas num lenço de cor atado à cabeça, xaile a tiracolo, e sovadeira às costas, presa por uns cordéis aos ombros, cajado numa mão, Rosário dependurado na outra.
A comida, que pouco mais varia do que pão e queijo, levam-na os Romeiros na sovadeira, e dá até meia jornada, que aí lhe vão as famílias ao encontro e lhes reformam a comida para o resto da viagem.



O Traje Romeiro e a sua Simbologia

O Romeiro ostenta o bordão, xaile, lenço e saco ao ombro. Leva ainda dois terços, um ao pescoço e outro na mão para a oração durante o decurso de toda a romaria.
O bordão serve para apoiar e facilitar o caminhar do peregrino pelas veredas e atalhos acidentados da ilha, o xaile e lenço por sua vez, para protegê-lo do frio e da intempérie.
Embora o traje tenha originado das necessidades puramente físicas do romeiro em peregrinação, este transformou-se com o decorrer do tempo em simbolismos místico-religiosos: O bordão relembra o ceptro entregue a Cristo pelos romanos no seu julgamento ante Pilatos, o xaile a Sua Túnica, o lenço a coroa de espinhos do Seu suplício e o saco a Cruz a caminho do Calvário.


Romeiros do ano 1963



16 de fevereiro de 2015

É Carnaval

E chegou o dia em que muitas das pessoas se fantasiam e entrem noutro mundo. Mas ainda sou do mundo em que o Carnaval saia dos "circos". Famílias inteiras se reuniam à frente da oficina do Mestre Dionísio Coelho, juntamente com as carrinhas improvisadas com alguns temas da actualidade, grupos de tocadores a tocar sem parar quase sem fôlego, mas a alegria e a reunião de família ali presente era o mais importante. 
Desciam os "circos" e percorriam o porto Formoso inteiro, sempre com alegria. Também sou do tempo em que a dona Nazaré faziam com que a escola inteira sai-se e percorre-se os cantos todos do porto sempre em passo de dança. Cada turma tinha o seu tema e a sua dança e a sua canção. 
Ainda esta semana esperei para ver as turmas da escola para sentir essa alegria que outrora vivia e sentia a percorrer o porto para verem a nossa performance. 
Qual foi o meu espanto?? Nem passaram pela minha rua!! Deram a volta ao jardim e depois até á canada da gentes. O que é isso?? As crianças ficam cansadinhas? Oh meu Deus. 
É por isso e por outras coisas que o Carnaval e outros momentos de pura alegria que se vivia estão apenas a ser vividas como lembranças.
Deixo aqui uma pesquisa de fotos que fiz, no qual estou muito agradecida ao senhor Dionísio Rebelo por me ter partilhado algumas fotos e as histórias com um especial brilho nos olhos.
  
Foto de 1960
Foto cedida por Sérgio Monte

Começo da saída das carrinhas dos "circos"


As "bandas sonoras" improvisadas com as próprias gentes do Porto Formoso

Paulo Alexandre, filho de Dionísio Coelho

Tema: O Amor
As crianças eram os cupidos

Passagem da Ribeira Grande a cidade
Manuel Paulos e Manuel Vegas

A "mulher", filho do Gilberto Claro

Paulo Alexandre, José Maria 



Desfiles das escolas
Tânia Faria e Ângela Braga

2 de fevereiro de 2015

Alva Pomba

As festas em louvor do Divino Espírito Santo são vividas com intensidade em todo o arquipélago dos Açores, ainda que as celebrações apresentem diferenças de ilha para ilha e até mesmo entre freguesias.É a festa mais comum dos Açores, embora com características diferentes. As festas do Divino Espírito Santo iniciam-se após a Páscoa e prolongam-se até ao oitavo domingo seguinte, o da Trindade, apesar de já ser comum alargarem-se até ao verão, devido ao regresso dos emigrantes à terra natal.

O domingo de Pentecostes, celebrado hoje, e o sétimo após a Páscoa, é o momento mais alto das comemorações, que, neste dia, se repetem por todas as ilhas. O impacto das festas do Espírito Santo é de tal que a segunda-feira a seguir ao domingo de Pentecostes é feriado regional e o Dia da Região Autónoma dos Açores.
As comemorações são muito diferentes entre as ilhas, assinalando-se também na diáspora, mas todas têm em comum “a oração (normalmente o terço), a missa da coroação e a distribuição de esmolas aos pobres.
O culto pelo Espírito Santo foi trazido para os Açores pelos primeiros povoadores e perdeu expressão no continente português durante o liberalismo, porque as irmandades do Espírito Santo “tinham algum dinheiro”.
Nos Açores como não tinham muito dinheiro, muitas das irmandades tinham ‘triatros’ [onde se monta o altar] armados de madeira.
O Espírito Santo é simbolizado por coroas, cetros e bandeiras, todos eles com pombas representadas.
O símbolo que é usado no Espírito Santo é o símbolo do batismo de Jesus. Quando ele é batizado, ouve-se uma voz que diz ‘este é o meu filho muito amado’ e toda a gente vê uma figura em forma de pomba, que é tida como símbolo do Espírito Santo.
As festas incluem uma missa, em que as pessoas são coroadas.

1967
Foto fornecida por José de Paiva Luís

29 de dezembro de 2014

Natal

Que é o Natal, senão um misto de amizade e amor.

Amor repartido pela família, pelos amigos, todos aqueles que estão connosco, em todos os momentos da nossa vida, bons e maus, que se regozijam com a nossa felicidade e se entristecem com a nossa desventura. 
Em suma Natal é amor, carinho e também tristeza pelo sentimento de perda, ausência de entes queridos falecidos.
Amor e dor que nos transportam à alegria e às lágrimas, à antítese da vida.
Vivamos pois, rodeados de quem nos faz feliz e afastados dos espíritos crueis.
Urge reproduzir o espírito de Natal aos outros 11 meses do ano e erradicar a pobreza e a guerra, senão a bélica, pelo menos a guerra interior dos nossos corações.

Feliz Natal



4 de dezembro de 2014

Eram pobres, mas felizes


Senhora Bernardina (o filho é agora dono de um super mercado em São Brás), professor Américo e irmão


João Manuel Araújo e sua sobrinha Iola Tavares


Familiares do Luís "dos ovos"


José Silva


Senhora Bernardina


Famílias do professor Américo


Maria do Espírito Santo Araújo (conhecido por Espirito Santo "ribeirinha") sua filha Leonor Tavares a nora Maria do Rosário e a neta Iola Tavares

João Ribeirinha

Senhora Maria da Luz e seu marido Aníbal 

2 de dezembro de 2014

A vista

E como era o nosso Porto Formoso avistado do mais lindo dos miradouros?
 Um conjunto de puzzles.


1950s, Costa norte da Ilha de São Miguel

- Aspecto geral da costa Norte da Ilha de São Miguel a partir do miradouro de Santa Iria.




Data: 1900
Local: Ponta de Santa Iria, Ribeira Grande, Ilha de São Miguel

25 de novembro de 2014

A peça da vida


Peça teatral com José Raposo (mamão) e a professora Ilda que dava aulas no Porto Formoso
Com a data de 07-05-1960

Outrora no Porto Formoso não era necessário chegar a dias de festa para passar um bom bocado a deliciar-se com uma peça de teatro. 
Os "dramas"" era assim chamado as peças que se fazia na casa do Coronel com lotação esgotada, famílias inteiras faziam bichas para entrar e ter um bom lugar.
Tragédias e comédias eram as mais lotadas, uma tela com personagens ao vivo, onde o povo silenciava-se.

PUUHHH, PUHHHH, PUHHHH, a peça vai começar.

20 de novembro de 2014

Folhas de Sustento

Plantação de chá, "Roça do Louro", situada a 500 metros da actual Fábrica de Chá Porto Formoso.
Plantação teve inicio em 1957
No passado do Porto Formoso, o cultivo do chá teve uma grande importância económica e social para São Miguel. As plantações cobriam enormes extensões de terreno de meia encosta, (...).
Na colheita manual da folha, participavam alegres ranchos de jovens, mulheres e rapazes, ao longo dos meses de verão, contribuindo com este trabalho, para a parca economia das suas famílias.
Expressões como "rapaz do chá", para definir adolescente sem especialização, ainda hoje utilizadas na Ribeira Grande, (...).
Salão Nobre da Câmara Municipal da Ribeira Grande
Painel de azulejos da autoria de Jorge Colaço, 1936
No fabrico caseiro de chá, que se manteve até aos nossos dias nas Capelas, Porto Formoso e Furnas, o chá era seco ao calor brando dos tradicionais fornos de lenha, logo após a cozedura do pão.(...) Embora seja difícil imaginar o chá como moeda de troca, as condições de vida de uma família rural, na época, eram difíceis e o trabalho agrícola era muitas vezes remunerado em géneros, entre os quais o chá (...).
Plantação "Roça do Louro", Porto Formoso 1963
As vivências do chá fazem parte da cultura do nosso povo. São por isso, um aspecto importante da nossa identidade.
Plantação "Chá do Feitor", Lomba da Maia 1958
A mulher da apanha do chá vestia de uma forma singular, colocando graciosamente o lenço por cima do chapéu de palha, resguardando os braços com "mitenes", feitos de meias velhas, quase sempre pretas. 
Usava um grande avental de algodão xadrez com uma ampla algibeira ao lado. A saia era lisa terminando em três refegos bordados a ponto espinho, a blusa era branca como bordado "Inglês" e calçavam galochas de madeira bordadas à mão.

Fonte "Porto Formoso - Um chá no Oceano", autoria de José António Pacheco



4 de dezembro de 2013

Uma rua, Uma história

A quase centenária Fábrica de Chá Porto Formoso, fundada nos anos 20 por Amâncio Machado Faria e Maia, além de ser um local maravilhoso a visitar, também por este senhor se deu o nome a uma das ruas com mais história no nosso Porto Formoso.
Por tal rua, passava todos dias famílias inteiras para trabalhar nos campos de chá, fábrica, lavoura e jardins deste senhor, tal rua era uma das mais movimentadas e povoadas do nosso porto, hoje em dia passamos por lá e um vazio.

Fila de cima da esquerda para a direita: Leonor Araújo (casada com o Mariano Coelho), Maria Pacheco (sobrinha da mulher do Manuel Araújo), Maria do Espírito Santo (conhecida por Espírito Santo Ribeirinha), Tia da Maria do Espírito Santo, 
Fila de baixo da esquerda para a direita: Maria de Fátima Faria, José Silva, Carlos Araújo, João Manuel Araújo e Fátima Gonçalves (irmã da Maria Pacheco)


Amigas da senhora Conceição Pacheco, acabadas de vir de uma excursão 


Maria Pacheco

Fila de cima da esquerda para a direita: Manuel  da Silva Araújo, Maria do Espírito Santo, João Gonçalves, Leonor Araújo, Gelázio Francisco, Maria da Assureição (conhecida por marquinhas)
Fila de baixo da esquerda para a direita: Carlos Araújo e Maria de Fátima Faria


28 de junho de 2013

Setembro de 1963
Foto com direitos de autor
Laudalino Pacheco

Setembro de 1963
Foto com direitos de autor
Laudalino Pacheco
Uma firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objectivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta ideia ou fonte de transmissão.
A fé acompanha a privação à duvida, pela contrariedade inerente à natureza psicológica, ou seja, é impossível duvidar e ter fé ao mesmo tempo. 
A relação da  com os outros verbos, consiste em nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, por uma hipótese a qual se acredita, ou confia, ou aposta ser verdade. Portanto se uma pessoa acreditaconfia ou aposta em algo, não significa necessariamente que ela tenha .

2 de junho de 2013

O Casamento


A união e a família fazem parte de uma realidade social, construída junto com a evolução da humanidade. Durante séculos, as pessoas passavam por rituais de corte, com um parceiro, e então partiam directamente para casamentos que deveriam ser para toda a vida. A escolha dos padrinhos para o casamento estabelecia uma situação de compadres socialmente reconhecida, hoje só os amigos mais próximos. A noiva leva as flores que representa a felicidade, o véu simboliza a honestidade e a virgindade, virtudes imprescindíveis. A esta festa, convidam-se todos os amigos próximos, familiares e pessoas que fazem parte da vida do casal, para presenciarem o recebimento da bênção nupcial e do Sacramento. As funções do casamento voltavam-se para a criação dos filhos, a transmissão de valores, servindo como núcleo económico e organizador das tarefas diárias da vida. No passado, um jovem casal que iniciava uma vida a dois tinha maior suporte emocional e logístico, pois contava com o apoio de figuras da família (antes numerosas). Os casais de hoje estão remando num bote sozinhos, trabalham fora e a criação dos filhos tornou-se mais complexa.

15 de maio de 2013

Uma casa Portuguesa, com certeza!

Foto tirada nos anos 60 ou 70
Aqui nesta foto, numa curva tão bem conhecida por nós, se encontra a Rua do Ramal. Uma rua que nos liga a pontos importantes do nosso Porto Formoso; por ser uma rua longe do centro é muito difícil encontrar uma foto como esta, dentro dos anos 60/70. Uma rua tipicamente rústica, sem mercearias, nem lojas, casas simples, com uma porta e duas janelas lado a lado desta. Dois quartos na frente, uma cozinha aberta com a sala de estar, um sótão, uma casinha de despejo lá fora e um pequeno quintal. 
E assim se vivia antigamente, com muito pouco, mas felizes e unidos.

7 de maio de 2013

Em Nome da Bola

Fila em pê: Zeca Aguiar, Ferreiro, José Manuel Grilo, "Bita", Manuel Rodrigues e Frade.
Fila debaixo: 
António Gil, Laudalino Viana, Messias Teixeira, José Rodrigues e Manuel Mendonça.
Outrora o futebol não era o desporto rei que é hoje em dia, pelo contrário, era um desporto de sacrifício. 
Os jovens daquela altura jogavam na Ponte, nas terras de onde havia saído o trigo e o milho, pois não havia campo de futebol.

Aos Domingos, principalmente no Verão, havia sempre jogos entre o Outeiro e os Calços, desde sempre houve esta rivalidade  agora mais em Impérios. Quando se ia jogar fora da freguesia, como é o caso desta fotografia, a equipa era reforçada com pessoal da Ribeira Grande, oriundo do Benfica Águia. Nesta altura o campeonato regional estava parado e bastava a amizade entre as pessoas, acrescida da oferta do transporte e de um lanche, para que estes atletas vestissem a camisola do Porto Formoso.
O equipamento da altura era uma camisola azul, com a gola branca e calções também azuis.
E as botas?? Eram arranjadas pelo senhor António da Cidade (hoje a viver em Toronto), que trazia para o Porto Formoso os restos do Micaelense Futebol Clube. Quanto às sapatilhas com que a maioria dos atletas jogava na Ponte ao Domingo, eram arranjadas pelo 1ª sargente Arruda no BI 18.
Sinais dos tempos. Naquela altura não havia instalações desportivas, mas havias praticantes. 

Hoje é o que se vê, um campo que serve de pastagem de cabras e cavalos

3 de maio de 2013

Perdeu-se ...


E já esta ai a festa do Senhor dos Milagres.
Um mar de gente em torno da sua imagem, num suplico de ajuda ou mesmo pagando sua promessa. Tudo se segue num cortejo silencioso, só em volvo de pensamentos ... "ajudai-me Senhor".
Ao fundo procissão, um som rítmico de tambores, no mesmo compasso, bum, bum, bum, ... , um bater de coração cheio de esperanças e honra, os escuteiros estão chegando.
Outrora na nossa freguesia também se ouvia os escuteiros, um rancho de miúdos acreditando nos dons da plenitude da juventude, amantes da vida e seguidores do respeito aos mais velhos.
Hoje em dia, pertence ao rolo de perdidos; um grupo que pela sua missão faz muita falta na nossa querida freguesia.  


29 de abril de 2013

Vida de Estudante

João Carlos Raposo, José António Furtado,Gabriela Moniz, José Raposo, Maria Laudalina, João Furtado, Lorena Costa, Carlos Alberto, Anabela Pacheco, José Senra, Graça do Monte, Graça Furtado, João Manuel Furtado, Fátima Moniz, Nuno do Monte, Leonilde Bulhões

Antigamente, quando um professor passava um trabalho, os alunos o faziam logo, independente da data de entrega. A vontade de ser o primeiro a acabá-lo para entregá-lo especialmente quando se fazia parte de um grupo no qual todos colaboravam, funcionava como um motor que os incentivavam a estudar. 
Nos dias de hoje ser estudante é normal como também entregar o trabalho sem data limite. 
Quase todas as crianças e jovens de hoje em dia andam na escola e só depois é que começam a trabalhar. Mas no passado não era assim. Eram poucos os iam estudar ou prosseguir e muitos dos inteligentes eram deixados para trás com um sacho na mão para não ter uma família a passar grandes necessidades.
E claro uma vez sendo os primeiros estudantes do Porto Formoso abriram a porta para os seguintes. Aos poucos e poucos, as pessoas da nossa freguesia foram percebendo que realmente valia a pena que os seus filhos fossem estudar para terem uma vida melhor ter algo de orgulho por ser do seu sangue.
-  "O meu filho é Doutor!"


23 de abril de 2013

Um novo recomeço. Será?

Foto tirada por volta de 1960
Foto tirada por volta de 1999
Foto tirada no ano 2012

Um registo da Casa do Povo de antigamente e actualmente, para que haja memória de uma das casas mais bonitas do Porto Formoso e que já esteva a cair de pobre. 
Hoje em dia está toda reconstituída e com muitas melhorias e está fechada ... não à dinheiro ...